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Sábado, 5 de Dezembro de 2009

Que opções tem o homem na vida? Um caminho até uma Nova Liberdade!

Saudações!

 

Depois de um espaço de tempo tão longo sem saber o que partilhar convosco, finalmente senti a necessidade de o fazer.

É extremamente complicado escrever quando o nosso ser se encontra soterrado nas tarefas do dia a dia, nas preocupações da vida, o processo de libertação não é tão rápido como eu gostaria, mas finalmente, a minha alma sentiu a necessidade de se expressar.

Como sabem eu faço parte da Nova Acrópole há já algum tempo, e no passado mês tive o privilégio de poder expressar a minha alma através de uma conferência/tertúlia em comemoração do Dia Mundial da Filosofia, na Sede da Nova Acrópole em Aveiro.

Gostaria de partilhar convosco as reflexões que fiz sobre o tema. O artigo é um pouco extenso, mas creio ser muito útil.

Que opções tem o homem na vida? Um caminho até uma Nova Liberdade!


Neste dia dedicado à filosofia e por consequência a todos nós, como pequenos filósofos que somos, pensei debatermos este tema: Que opções tem o homem na vida? Um caminho para uma nova liberdade!
Na Nova Acrópole acreditamos que todo o homem carrega dentro de si um filósofo, mesmo que as adversidades da vida não lhe tenham permitido doutorar-se em filosofia, mesmo sem doutoramento ele é filósofo, é-o porque ama a verdade, é-o porque ama a realidade seja ela qual for. Eu acredito que todos nós carregamos dentro de nós o potencial para buscar essa verdade, só o desconhecemos. O que necessitamos é que de quando em vez, alguém com mais experiência e conhecimento de causa, ou seja, alguém que já encontrou em si, esse potencial, nos lembre que ele está em cada um de nós, só temos que o deixar aflorar.
Pois bem, que opções tem o homem na vida é um tema muito antigo, uma vez que desde que o homem é homem se tem perguntado sobre isto.
Questionarmo-nos o porquê das coisas é próprio do ser humano, é próprio de um filósofo, é uma voz que vem de dentro, é uma inquietude filosófica, por isso é natural que nos perguntemos quem somos, que fazemos aqui, que opções temos, porque nascem uns ricos e outros pobres, porque morrem os bons e ficam os maus?
Estas são perguntas para as quais encontrar respostas é fundamental, e para isso, temos que buscá-las dentro de cada um de nós, mas buscá-las verdadeiramente. Pois o que fazemos muitas vezes é agarrar-nos demasiado às questões ao invés de buscar soluções e então, fazemos com que estas se tornem ciclos viciosos na nossa mente.
Para encontrar respostas há que primeiro superar a pergunta, há que perceber e dar-lhe o seu verdadeiro valor, há que reconhecer que a pergunta em si é um motivo, é um meio para atingir um fim, mas não é o fim. Buscar soluções é próprio de um homem livre, é próprio do filósofo, é próprio daquele que constrói o seu caminho, é certo que muitas vezes não sabemos que direcção tomar, não sabemos o mais correcto a fazer, mas aí, devemos pensar que no mínimo temos duas opções na vida: uma é deixarmo-nos robotizar, é tornarmo-nos um ser meramente físico, é deixarmo-nos levar pela corrente, é deixarmo-nos dominar pelo vento, e a outra, é tornar-nos um ser pensante, é dominar o vento e vencer a corrente.
Reflictamos:
Se colocarmos um tronco de madeira e um barco na água, ambos flutuam e ambos podem levar pessoas em cima, no entanto, o tronco de madeira deixar-se-á arrastar pela corrente e dominar pelo vento e embaterá nas rochas e nas margens do rio, enquanto o barco navegará mais além da corrente, vencerá o vento e desviar-se-á das rochas que lhe surgem no caminho, e porquê? Porque tem um timoneiro, porque tem um ser pensante que o dirige, porque tem um ser espiritual, um ser superior, porque tem uma alma que o leva em frente.
Temos então que ser o timoneiro da nossa própria barca e avançar apesar das tormentas. Um dos piores problemas que temos de enfrentar nos dias de hoje é o medo a ser timoneiro.
O medo é um estado psicológico da alma, é um mecanismo instintivo que naturalmente nos faz colocar à defesa, no fundo é um instinto de sobrevivência. Então por medo ao desconhecido muitas vezes o homem opta ser dirigido ao invés de aprender a dirigir. Não podemos esquecer-nos nunca: O medo escraviza o homem, temos de aprender a arte de vencer o medo, temos de nos tornar valentes, dignos e puros. Assim, superando o medo vamos ser capazes de controlar-nos a nós mesmos e construir o nosso próprio caminho apesar das adversidades da nossa própria vida e do mundo circundante. Superando o medo podemos finalmente tomar as rédeas do nosso próprio destino, tornarmo-nos mentores da nossa própria vida, podemos enriquecer, quando falo em enriquecer não quero como é óbvio abordar o campo económico, pois não é de todo o mais importante, falo de enriquecer espiritualmente, ou seja, de crescer interiormente, pois é nessa força interior que devemos ir buscar as soluções para as questões que nos atormentam, não devemos buscar soluções nos outros, encontrando as nossas próprias soluções vamos deixar de nos curvar perante os falsos amos das nossas vidas, vamos despertar para o verdadeiro sentido da vida, vamos despertar em cada um o Homem Interior, aquele que jamais se curva perante os falsos amos, perante as adversidades, aquele que opta por erguer a sua espada e lutar em prol da Grande Cruzada Espiritual que é Conhecer-se a si mesmo;
Na Nova Acrópole acreditamos que a Liberdade existe, acreditamos que esta não é mais um conceito inventado pelo homem, ou seja, a ideia da liberdade tem acompanhado o homem através dos séculos, assim como o conceito do fogo, da água, do ar, do sol, estes conceitos não foram inventos do homem, simplesmente fazem parte da Natureza, assim aconteceu com a liberdade.
Como aprendiz de filósofo creio que esta liberdade existe, caso contrário não existiria o livre arbítrio, nem a oportunidade de acertarmos ou de nos equivocarmos. A partir do momento em que nós, como homens, temos o direito de acertar ou errar, temos a liberdade de actuar ou não. O maior problema é que sempre ficamos à espera que a liberdade venha do exterior, ou seja, de algo que não dependa de nós, quando pelo contrário deveríamos concluir que a liberdade deveria ser um acto interior, algo que partisse de cada um de nós.
Quando falamos de liberdade, normalmente sempre dizemos que ninguém é totalmente livre uma vez que estamos sempre condicionados a algo. Esta afirmação não deixa de ter o seu “quê” de verdade, uma vez que formamos parte de uma sociedade que nos condiciona quer a nível social, político, económico e o pior de tudo é que muitas vezes acaba por nos condicionar a nível individual também.
Infelizmente chegamos a uma espécie de comércio espiritual onde a felicidade de uns depende da infelicidade de outros, onde para nos libertarmos de uma jaula acabamos por nos colocar dentro de outra. Temos que ser capazes de buscar uma forma de felicidade que não prejudique o próximo, temos que nos conseguir libertar do mundo consumista em que vivemos.
Por certo, neste momento muitos de vós estarão a pensar: “Qual será então a solução para caminhar face a uma nova Liberdade?”
O primeiro passo será sem dúvida converter o conceito de liberdade intelectual em liberdade vivencial, o que quero dizer com isto é muito simples, temos de começar a viver a liberdade verdadeiramente, ou seja, temos de deixar de pensar sobre ela e começar a vivê-la. Ao pensar sobre ela estamos a negá-la, a limitá-la. Então, a nossa responsabilidade quotidiana será começar a viver segundo a nossa vontade, mas quando falo em vontade não me refiro ao eu quero posso e mando, não, refiro-me a uma vontade superior, que, se manifestada nos fará agir em consonância com as leis da natureza.
Desculpem eu insistir sobre isto, mas creio que é fundamental, para conseguirmos viver esta liberdade perguntarmo-nos quem somos, que fazemos aqui, que opções temos, porque nascemos? Temos que compreender que não somos o nosso corpo, não somos a roupa que vestimos, nem a casa que possuímos, ou o carro que adquirimos, não somos a profissão que desempenhamos. Temos que compreender que o que possuímos não representa o que sou, compreendamos que apesar da dor, das dificuldades, das armadilhas da vida, continuamos vivendo, continuamos sentindo, continuamos sonhando.
Temos então que conquistar a dignidade, pois esta é o que nos verticaliza, é o que nos torna diferentes dos outros animais, é o que nos leva de encontro a um Mundo Novo. Na busca de uma Nova Liberdade devemos procurar então, conhecermo-nos e dignificarmo-nos assim como aos demais, pois todos temos direito a um mundo mais justo e luminoso.
Falava há pouco de ser livre, mas obedecer às leis da Natureza, então se tenho que obedecer como posso ser livre?
Peguemos num exemplo prático, o sol, há alguém que consiga tocar o sol com a mão? Ninguém… é verdade! Sem dúvida o sol obedece aos seus ciclos, ciclicamente este aparece e desaparece, segue o seu curso através dos astros, preso à sua galáxia, à sua via láctea, no entanto, não deixa de ter a sua liberdade, por um lado sujeito às leis da Natureza, mas por outro forte, intocável e irradiando luz à humanidade.
Então, queiramos ser como o sol, fortes, intocáveis e luminosos. Não nos deixemos tocar pelo medo à mudança, permitamo-nos crescer e irradiar luz. É esta a grande liberdade que vos proponho, hoje, neste dia dedicado à filosofia, uma liberdade que não se baseie em formas intelectuais, mas sim em vivências individuais e colectivas das leis da natureza.
Platão dizia:”Só a obediência nos fará livres.” Mas não a obediência a um semelhante, não a obediência a jaulas nem que estas nos pareçam de ouro, mesmo sendo de ouro são jaulas, falo da obediência à lei natural que levamos dentro de cada um de nós.
Para concluir gostaria então, não de vos dizer que opções tem o homem especificamente na vida, pois a vida de cada um é para ser construída por si só, mas sim dizer-vos que todos temos a opção de assumir esta nova liberdade, uma liberdade onde cada qual obedece à sua sã e recta consciência.

 

Obrigada Nova Acrópole por  dares a oportunidade à minha alma de se expressar livremente!
 


publicado por Psiqué às 13:51

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