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Segunda-feira, 13 de Abril de 2009

Cortesia e Conversação

“O que é capaz de conversar, alternando engenhosamente as suas intervenções com as dos demais, o que ouve os outros tanto mais do que a si mesmo, sabe colher tesouros em todos os cantos e momentos da vida.”

 

Délia Steinberg Guzmán
 

Retirei esta pequena frase de um livro que já li vezes sem conta, chama-se “A arte de Triunfar na Vida” de Délia Steinberg Guzmán, das Edições Nova Acrópole, e é um dos meus livros de mesa-de-cabeceira, precisamente porque consigo retirar dele conselhos práticos para o dia-a-dia.

 

Hoje resolvi escrever uma reflexão sobre a importância da cortesia na conversação, é que conversar é mais difícil do que parece, pois para realmente dialogar há que saber ouvir, é que uma conversa é feita no mínimo entre duas pessoas, onde ambas as partes têm momentos de silêncio (onde escuta) e de intervenção (onde expõe a sua opinião). Para tudo há que encontrar o justo meio. É necessário também saber o que dizer e quando dizer, pois a maior parte das vezes temos tendência a falar simplesmente do que gostamos e esquecemo-nos dos outros, numa conversa, devemos procurar abordar temas que vão de encontro ao que o outro espera ouvir, não tendo com isto que deixar de falar sobre as coisas que mais gostamos, não, não é isto que quero dizer, simplesmente que por vezes temos que equilibrar para não parecermos egocêntricos, há que deixar de construir monólogos e passar a construir diálogos, para tal, é necessário um locutor e um interlocutor, há que saber quando ouvir e quando falar. “O que só se ouve a si mesmo, o que só aprecia as suas próprias ideias, o que se sente atraído pelo som da sua própria voz, o que não concede importância à existência de outras pessoas e usa-as apenas como ecrã para reflectir as suas palavras, nunca poderá conversar, nunca poderá estabelecer uma salutar relação humana.”

“Ouvir é compreender os outros e a nós próprios.”

Ser cortês na conversa, é portanto saber ouvir, saber ler nos olhos da pessoa que fala o que lhe vai na alma, é poder comparar com o que pensamos e procurar um ponto comum, é saber intervir no momento certo, sem interromper bruscamente o outro, procurando o fio condutor da conversa, pois tal como um discurso escrito, também uma conversa deverá ter um principio, um meio e um fim.

 

Espero que desfrutem!

 


publicado por Psiqué às 14:28

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1 comentário:
De Seshat a 19 de Abril de 2009 às 01:19
Concordo plenamente com o que disseste, de facto cada vez mais assistimos a situações na vida quotidiana em que os outros desejam que digamos aquilo que eles estão à espera. O tamanho de alguns Egos esmaga completamente o "outro" e este passa a não ter voz ou qualquer papel activo no diálogo e na relação humana. Muitas pessoas desejam apenas ouvir-se a si próprias na voz dos restantes! È um flagelo dos tempos que correm, as pessoas estão cheias de si próprias e procuram apenas o eco dos seus próprios pensamentos.


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